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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Participação no IX Encontro do APL da Carcinicultura do Litoral Oeste

Durante os dias 18, 19 e 20, a EEEP José Ivanilton Nocrato esteve presente ao IX Encontro do Arranjo Produtivo Local da Carcinicultura do Litoral Oeste, realizado no município de Acaraú. Na tarde do primeiro dia do evento, o Professor Thiago Andrade ministrou a palestra "Otimização da lucratividade da produção de através de modelos matemáticos" na qual demonstrou como determinar o tamanho do camarão a ser comercializado para garantir a maximização do lucro na produção de camarão (apresentação abaixo).

Os alunos puderam participar, além das palestras, de mini-cursos e de uma visita técnica à Fazenda Aquacrusta, parceira do evento. Os estudantes de Guaiúba também expuseram os resultados dos projetos de aquaponia na feira paralela ao evento.

O curso técnico em aquicultura da EEEP José Ivanilton Nocrato agradece ao apoio prestado pela Presidente da Associação dos Carcinicultores da Costa Negra, a Dra. Maria Socorro Lima, bem como pela equipe da EEEP Marta Mari Giffoni.









terça-feira, 16 de outubro de 2018

IX Encontro do APL da Carcinicultura do Litoral Oeste


O IX Encontro do Arranjo Produtivo Local da Carcinicultura do Litoral Oeste acontecerá no período de 18 a 20 de outubro de 2018, na EEEP Marta Maria Giffoni, em Acaraú/CE.

O evento é composto por uma série de palestras técnicas e minicursos, voltados para a apresentação de inovações tecnológicas no sistema de cultivo e na elaboração de produtos com maior valor agregado, visando à competitividade do segmento nos mercados interno e externo. 

Com a estimativa de público prevista de 500 participantes inscritos, o evento abordará temas relacionados à questão ambiental, tais como legislação, gestão ambiental na carcinicultura, certificação, rastreabilidade, políticas econômicas e de fomento e ações futuras para o setor.


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Visita técnica ao açude de Vazantes e Piscicultura FortAlev

No último dia 19 de setembro realizamos mais uma visita técnica. Desta vez os alunos do 2º ano puderam conhecer as estruturas de cultivo da propriedade do Sr. Eudes Paulino, no distrito de Vazantes, em Aracoiaba. No mesmo dia estivemos na empresa FortAlev, parceira da escola desde o início do curso técnico em aquicultura.

Agradecemos a todas as pessoas que nos receberam e nos mostraram seu trabalho.




quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

3º Ano 2018

Após uma aula prática, uma selfie mostrando a serra de Guaiúba

Peixe se reproduz sem sexo e desafia teoria de extinção da espécie

O pequeno peixe se reproduz de forma assexuada e desafia teoria de extinção da espécie


A teoria da evolução sugere que as espécies que se reproduzem de forma assexuada tendem a desaparecer rapidamente, uma vez que seu genoma acumula mutações mortais ao longo do tempo.

Mas um estudo sobre um peixe lançou dúvidas sobre a velocidade desse declínio.

Apesar de milhares de anos de reprodução assexuada, o genoma da molinésia-amazona (amazon molly, em inglês), que vive no México e no sul dos Estados Unidos, é notavelmente estável ​​e a espécie sobreviveu.

Os detalhes do trabalho foram publicados na revista Nature Ecology and Evolution.

Há dois caminhos fundamentais pelos quais espécies se reproduzem - a forma sexuada e a assexuada.

A reprodução sexuada depende de células especiais reprodutivas masculinas e femininas, como os óvulos e os espermatozoides, juntando-se durante o processo de fertilização.

Cada célula sexual contém metade do número de cromossomos das células parentais normais. Depois da fertilização, quando o óvulo e o espermatozóide se fundem, o número normal do cromossomo celular é reintegrado.

A reprodução assexuada é diferente.

Uma vida nasce do celibato

Em vez de criar uma nova geração misturando medidas iguais de DNA das mães e dos pais, a reprodução assexuada dispensa o macho e, em vez disso, cria novos descendentes contendo uma cópia exata do genoma da mãe - uma clonagem materna natural.

Essa é uma maneira incrivelmente eficiente de criar uma nova vida. Ao não desperdiçar material genético na criação de machos, todos os descendentes nascidos a partir da reprodução assexuada podem continuar se reproduzindo.

Mas há um ponto negativo. Como os descendentes são fac-símiles genéticos da mãe, eles apresentam uma variabilidade limitada.

E a variabilidade genética pode proporcionar uma grande vantagem. É justamente o que permite que as populações respondam e superem as mudanças no meio ambiente e outras pressões seletivas, ao permitir a sobrevivência dos mais adaptados.

A reprodução sexuada proporciona um grande espaço para gerar essa variabilidade genética, quando os pedaços de cromossomos individuais se recombinam assim que os óvulos e os espermatozoides se fundem e formam combinações únicas de cromossomos.

Outra vantagem da reprodução sexuada é que as mutações nocivas, que se acumulam naturalmente ao longo do tempo, são diluídas e seus efeitos anulados durante essa mistura genética.

Já os organismos que dependem da reprodução assexuada são propensos a perder essas vantagens.

O professor Manfred Schartl, da Universidade de Würzburg, é um dos principais autores do estudo e diz: "As previsões teóricas eram que uma espécie assexuada passaria por decomposição genômica e acumularia muitas mutações ruins e, sendo clonada, não seria possível depender da diversidade genética para reagir a novos parasitas ou outras mudanças no meio ambiente."
Image caption Molinésia-amazona sobrevive há pelo menos 500 mil gerações, muito mais do que a média observada em espécies com reprodução assexuada | Foto: Science Photo Library

"Havia previsões teóricas de que um organismo assexual desapareceria depois de cerca de 20 mil gerações".

Nos círculos da biologia evolutiva, essa acumulação gradual e fatal de mutações mortais é conhecida como "catraca de Muller", em homenagem ao cientista vencedor do prêmio Nobel Hermann Muller, que desenvolveu a teoria.

Mas o último estudo sobre a estabilidade a longo prazo do genoma da molinésia-amazona lançou algumas novas descobertas surpreendentes sobre o potencial custo da reprodução assexuada.

Derrubando as probabilidades

Acredita-se que o peixe molinésia-amazona seja um híbrido surgido após a reprodução entre duas espécies de peixes aparentados - o molinésia do Atlântico e o molinésia de Sailfin.

É um dos poucos animais vertebrados que se reproduzem de maneira assexuada.

A molinésia fêmea amazona pode se reproduzir apenas ao ser exposta ao esperma de uma espécie relacionada de molinésia, mas o DNA do espermatozoide geralmente não se aproxima dos descendentes.

Para definir o impacto desse estilo de vida celibatário, a equipe de pesquisadores comparou as sequências do genoma da molinésia-amazona aos coletados em vários locais, como o México e o Estado do Texas, nos EUA.

Usando as sequências do genoma, a equipe de pesquisadores conseguiu construir uma árvore genealógica.

A árvore mostrou que todos os peixes compartilharam o mesmo antepassado e que o peixe progenitor nadou em águas americanas há cerca de 100 mil anos.

Sobrevivente persistente

A molinésia-amazona sobrevive há cerca de meio milhão de gerações - muito além do que a teoria sugeria.

Mas não foi só isso. Quando os cientistas procuraram indícios de decadência genômica a longo prazo, havia muito poucos, como o professor Schartl explicou:

"O que encontramos é que esse peixe preservou seu genoma híbrido e o que sabemos da criação de plantas ou animais é que, quando tentamos fazer algo melhor, criamos um híbrido".

E ele acha que é esse "vigor híbrido" que sustenta a sobrevivência persistente da molinésia-amazona.

"O que a natureza tem feito é criar desde o início um bom híbrido, que prosperou".

"É claro que há mutações, mas o que sentimos e que não foi levado em consideração é que a evolução eliminará as mutações deletérias e somente aqueles que se tornam melhores, com boas mutações, prosperarão".

Ao comentar o trabalho, Laurence Loewe, professor assistente no Instituto para a Descoberta de Wisconsin, da Universidade de Wisconsin-Madison, disse à BBC:

"Normalmente, as espécies sem recombinação regular não são muito duradouras na forma evolutiva. No entanto, a molinésia-amazona parece ter encontrado uma maneira de sobreviver por um tempo surpreendentemente longo sem acumular sinais de decomposição genômica".

"Para descobrir como isso ocorre, provavelmente teremos que combinar muitos dos grandes avanços na genética evolutiva dos últimos 100 anos".

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-43062040

Os números impressionantes da poluição por plástico


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Brasil é segundo maior criador de rãs do mundo - Vídeo Globo Rural



O Brasil é o segundo maior criador de rãs do mundo. O primeiro é Taiwan, mas existe uma diferença: na Ásia as criações são semi-intensivas e as rãs ficam solltas, enquanto no Brasil os ranários adotam o sistema de confinamento. Apesar do segundo lugar no mundo, a produção brasileira ainda é pequena. Alguns grupos de criadores brasileiros encaram o desafio da criação de rãs, que já tem sua carne no cardápio de alguns restaurantes do país. No Rio de Janeiro, quatro tipos de pratos são servidos com a carne de rã no estilo da comida chinesa. Segundo o dono do local, Alexandre Peres, o quilo da carne de rã custa em média R$ 60: "Infelizmente, ainda é um prato para poucos". Os dados da produção de rãs ainda são imprecisos. O último levantamento oficial do IBGE de 2016 fala em 160 toneladas ao ano, mas há quem diga que esse número seja três vezes maior.

Veja abaixo a reportagem do Globo Rural sobre o mercado de rãs.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Resumo do Livro Limnocultura: Limnologia aplicada à aquicultura - Oxigênio Dissolvido

Oxigênio dissolvido (OD) é principal parâmetro na avaliação da qualidade da água para aquicultura. O oxigênio dissolvido é essencial à respiração dos peixes e para as bactérias que decompõem a matéria orgânica presente no viveiro.

Baixe aqui o resumo do capítulo do livro Limnocultura: limnologia aplicada à aquicultura que explica toda a dinâmica do oxigênio dissolvido em um viveiro de aquicultura.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

'Operando Nemo': Cirurgia retira tumor de casal de peixes-palhaço

Peixes, que chegam a custar R$ 3 mil cada, apresentavam excesso de massa na boca. Cirurgias duraram 15 minutos e foram consideradas de sucesso, segundo a avaliação de veterinários.


Peixe-palhaço passou por cirurgia nesta terça-feira (30) em São Paulo (SP) (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
Uma cirurgia delicada e inusitada mobilizou veterinários para corrigir o tumor na boca de um casal de peixes-palhaço, a espécie que ficou famosa no mundo todo por causa do longa de animação "Procurando Nemo", de 2003.

As cirurgias duraram 15 minutos cada e foram consideradas de sucesso, segundo os veterinários que participaram do procedimento feito em uma clínica em São Paulo, no dia 20 de janeiro. Os peixes juntos chegam a custar cerca de R$ 6 mil por ser de espécie rara de peixes-palhaço.

Um dos integrantes da equipe é o anestesista William Petroni Leal, de Sorocaba (SP). Ele explica que a anestesia foi aplicada na musculatura do peixe com o uso de uma seringa.

Já o anestésico geral local foi inserido nas brânquias do casal. No dia da cirurgia, a fêmea pesava 9,5 gramas e o macho 3,9. Ele já estava há uma semana sem se alimentar.

De acordo com o cirurgião-veterinário Alessandro Bijjeni, os dois peixinhos apresentavam excesso de uma "massa" não identificada no interior da boca.

Bijjeni suspeita que seja um odontoma, considerado um erro embrionário, que pode ser causado por bactérias, vírus ou algum tipo de trauma no local.

O cirurgião afirma que o caso não é raro, mas o anestesista afirma que este tipo de cirurgia, que custa aproximadamente R$ 1,5 mil cada, não é tão comum de ser feito na clínica. Tanto que esta foi a primeira vez que o procedimento foi feito no local.

"Às vezes, os donos até procuram alguma ajuda, mas, pela falta de profissionais que façam este tipo de cirurgia, desistem", comenta William Leal.

Segundo ele, em outros países, como nos Estados Unidos, há maior procura para esses casos, já que o mercado de animais silvestres por lá é mais amplo.

Peixe-palhaço passa por procedimento para retirada de tumor (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

A cirurgia


Durante a cirurgia, os peixes ficaram com uma sonda que levava água para dentro do organismo e os mantinham oxigenados.

Após o procedimento, o casal ficou em observação por dois dias em um "aquário-hospital", com água controlada e observação clínica. Eles devem voltar para a casa nos próximos dias. O material retirado do casal foi enviado a um laboratório para análise.

    "O tumor estava crescendo há certo tempo e eles estavam com muitas dificuldades para se alimentar”, diz o cirurgião.


O tumor impossibilitava um dos peixes de comer há uma semana (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

O casal de peixes-palhaço pertence a um criadouro particular de São José dos Campos (SP). "Levar os peixes ao veterinário é normal", afirma Luciano Tadashi, dono dos peixes. Ele diz que há um ano percebeu o crescimento do tumor.

Peixe-palhaço momentos depois da retirada do tumor (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)

Espécie em perigo


Na época do lançamento de Procurando Nemo, em 2003, a procura por peixes-palhaço aumentou tanto que estudiosos afirmam que a espécie foi localmente extinta em algumas regiões do sudeste da Ásia e da Tailândia.

Depois da cirurgia, o casal está recuperado e pronto para voltar pra casa (Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação)
Fonte: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/operando-nemo-cirurgia-retira-tumor-de-casal-de-peixes-palhaco.ghtmlhttps://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/operando-nemo-cirurgia-retira-tumor-de-casal-de-peixes-palhaco.ghtml

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Vídeo - Documentário Sustentabilidade dos sistemas de produção do lambari-do-rabo-amarelo

Esse documentário foi produzido durante a realização da Tese de doutorado do Pesquisador Fernando Gonçalves. O objetivo desse vídeo é a divulgação dos resultados gerados a produtores rurais, formadores de políticas públicas e comunidade científica.

Nota do blog: o lambari citado no documentário é mais conhecido no Ceará como Piaba e em ambos os casos, o nome popular não corresponde a uma única espécie e sim a um grupo de espécies semelhantes.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Resumo do Livro Limnocultura: Limnologia aplicada à aquicultura - Introdução

O livro Limnocultura: Limnologia aplicada à aquicultura do Prof. Marcelo Sá, do Departamento de Engenharia de Pesca, trata de temas básicos, como oxigênio dissolvido, pH, gás carbônico, alcalinidade, dureza e amônia, com o objetivo de oferecer subsídios técnicos a estudantes, pesquisadores e produtores de peixes e camarões cultivados, para adoção de práticas produtivas ambientalmente sustentáveis.

A limnologia é a ciência que estuda as águas interiores, independentemente de suas origens (estudadas pela hidrografia). Ela é importante para um melhor aproveitamento dos cultivos, entendendo melhor o ambiente e os fundamentos para os manejos que garantam a qualidade da água.

O Blog Aquicultura no Ceará disponibilizará as anotações utilizadas na disciplina de Limnologia aplicada à aquicultura, que se baseiam no livro do Prof. Marcelo Sá.


Limnocultura - Introdução

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Secretaria de Aquicultura e Pesca volta para a Presidência. E daí?

Necessidades do setor pesqueiro empresarial e artesanal devem pesar menos nas definições que as votações e as eleições. Foto: Gustavo Aquino / Arquivo do Correio do Litoral

Desde segunda-feira (22), a Secretaria de Aquicultura e Pesca deixou de pertencer ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e passou a ser vinculada diretamente à Presidência da República.

A decisão atende reivindicação do setor pesqueiro e de parlamentares. É mais uma mudança no órgão, criado em 2003, que já teve status de ministério (2009), foi transferido para o Ministério da Agricultura (2015) e, enfim, para o da Indústria e Comércio (2017).

A decisão foi confirmada em novembro com a publicação da Lei 13.502/2017 que estabelece a organização básica dos órgãos da Presidência da República e dos ministérios. De acordo com a lei, a Aquicultura e Pesca será uma Secretaria Especial, o que dará novamente status de ministério.

No entanto, o Decreto 9.260, publicado no início de janeiro e que passou a vigorar neste dia 22, define que o órgão ficará temporariamente sem o status de “Especial”, até que seja montada a sua estrutura.

A Secretaria da Aquicultura e Pesca mantém o mesmo quadro em Brasília e nos estados até que seja nomeado um ministro, cujo nome deve passar pelo crivo da bancada de apoio ao governo. As votações no Congresso e os interesses dos deputados e senadores podem ter mais peso na escolha que as necessidades do setor.

As páginas oficiais do governo federal não divulgaram as novidades. A Agência Brasil noticiou a aprovação da Medida Provisória 782, que se transformou na Lei 13.502, e apenas cita o processo de votação, sem maiores detalhes sobre as consequências da mudança.

Competências da futura Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (Seap):
1. Subsidiar a formulação da política nacional para a pesca e a aquicultura.

2. Propor diretrizes para o desenvolvimento e o fomento da produção pesqueira e aquícola.

3. Apresentar diretrizes para o desenvolvimento do plano de ação da pesca e da aquicultura.

4. Propor medidas que visem a garantir que a sustentabilidade da atividade pesqueira e aquícola.

O que não muda
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento continua responsável pelo controle de sanidade pesqueira e aquícola.

A Seap permanece responsável pela análise de risco referente a autorizações para importações de produtos pesqueiros vivos, resfriados, congelados e derivados.

Pendências
A liberação ou não da importação de camarão é um dos temas que tira o sono do setor pesqueiro empresarial neste início de 2018.

Para o Paraná, uma reivindicação nunca atendida é a mudança do período do defeso do camarão sete-barbas que, segundo estudos, não atende a preservação da espécie e prejudica os pescadores.

Para os pescadores artesanais, as indefinições principais dizem respeito ao seguro-defeso.

Fonte: https://www.correiodolitoral.com/25118/secretaria-de-aquicultura-e-pesca-volta-para-a-presidencia-e-dai

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Governo do Ceará investe R$ 6,8 milhões no setor pesqueiro

O Governo do Ceará, através da Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), irá investir mais de R$ 6,8 milhões no setor pesqueiro do Estado. Uma série de ações e projetos tiveram recursos liberados durante encontro entre o governador Camilo Santana, o secretário Euvaldo Bringel e o setor; e na reunião de Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários (MAPP).

Só na aquisição e compra de material de pesca o Governo do Ceará irá investir R$ 2 milhões. Com esse valor o setor, que foi prejudicado pela estiagem no Estado, irá reequipar seus pescadores com a compra de materiais. “Essa demanda será atendida como urgência para que eles possam restabelecer suas condições de trabalho. Só temos que cumprir uma recomendação do governador de que os próprios pescadores possam construir seu material. Com isso ainda fica garantindo a geração de renda”, destacou o secretário Euvaldo Bringel.

Também será liberado o investimento de R$ 461 mil para a estruturação e informatização das 75 colônia de pescadores no Ceará. Atualmente essas colônias realizam a solicitação de cadastro dos pescadores junto à Secretaria Especial da Aquicultura e da Pesca (SEAP) manualmente. Isso fez com que se formasse um estoque de quase 30 mil fichas não cadastradas. O mesmo acontece com o preenchimento de diversos documentos nas colônias. “Hoje pescador leva cerca de dois anos para receber um certificado de que ele é pescador. Isso impacta inclusive no cumprimento de suas obrigações sociais e no recebimento de seus direitos, como o seguro defeso”, exemplificou Euvaldo Bringel. Todas as colônias contarão com equipamentos de informática e conexão de internet. A ação prevê também a capacitação dos dirigentes de colônias, que será de responsabilidade da Seapa. “A informatização dessas colônias possibilitará ainda o preenchimento de informações sobre a pesca no Ceará”, completou o gestor.

Outra demanda que receberá investimento do Governo do Ceará, por meio da Seapa, será a identificação pecadores que possam requerer junto à Caixa Econômica Federal (CEC) uma linha de financiamento para a construção da casa própria. A Seapa irá selecionar aqueles que estão aptos, realizar o registro físico do terreno, identificar o dono do terreno e por fim providenciar toda a documentação para que ele possa dá entrada no crédito “O pescador é considerado uma categoria difusa, já que a maioria deles residem próximos aos reservatórios e para a Caixa é muito complicado identificar esse público. O governador liberou recursos da ordem de R$ 640 mil, isso beneficiará muito aqueles que querem ter a sua casa própria”, comemorou Euvaldo Bringel.

Projetos que já estão sendo executados pela Seapa também receberão novo aporte financeiro, como a construção do entreposto de recebimento e acondicionamento do Atum, em Itarema, no Litoral Oeste. Na construção será investido mais de R$ 1 milhão como parte do Projeto Ceará Mares do Atum. No Programa Lagosta Viva, que visa fortalecer a captura e o beneficiamento da lagosta que deve chegar viva aos estabelecimentos de processamento, será investido R$ 653 mil. Já o Programa de Saúde nas Fazendas de Camarão (PSF do Camarão), receberá o aporte de mais R$ 270 mil.

No Programa Peixamento, que trabalha a identificação e distribuição gratuita de peixes destinados ao repovoamento dos reservatórios públicos, serão investidos R$ 450 mil neste ano de 2018. Só em 2017, através do Programa, foram distribuídos 2 milhões de alevinos de tilápia. “O governador também liberou durante a reunião do MAPP R$ 370 mil na promoção de setores da pesca e aquicultura. Essa ação é uma grande incentivo para o setor”, reforçou Euvaldo Bringel.

Outra importante ação que a Seapa desenvolve é o controle e fiscalização do pescado e seus derivados, isso garante ao consumidor qualidade na inspeção sanitária. Todas as empresas que processam, industrializam, armazenam produtos da pesca e aquicultura são visitas pelos técnicos da Secretaria para esse controle. “Esse ano serão investidos R$ 970 mil só nessa ação”, comemorou Euvaldo Bringel.

Fonte: http://www.ceara.gov.br/2018/01/24/governo-do-ceara-investe-r-68-milhoes-no-setor-pesqueiro/

domingo, 28 de janeiro de 2018

A Matemática da Aquicultura: otimizando a produção com auxílio de modelos matemáticos

O que é melhor: produzir tilápias de 600 g e vendê-las a R$ 5,00/kg ou deixá-las crescer até atingir 1,0 kg e vendê-las a R$ 6,50/kg?

Supondo que há mercado para ambos os tamanhos, podem existir argumentos favoráveis a qualquer uma. Ao vender tilápias menores, obtém-se uma conversão alimentar melhor e o viveiro, ou tanque-rede é usado em mais ciclos dentro de um mesmo período. Em favor da tilápia maior, há o apelo do preço diferenciado. Essa é uma discussão interessante e pode ser resolvida com matemática básica, utilizando-se equações e funções.

Veja abaixo o artigo do Zootecnista Thiago Andrade, professor do curso técnico em aquicultura da EEEP de Guaiúba, publicado na revista Aquaculture Brasil para encontrar uma solução da questão.


sábado, 27 de janeiro de 2018

AQUICULTURA X PESCA COMERCIAL


Você já ouviu falar de aquicultura? É a mesma coisa que pesca? Com certeza não. O programa Aquanegócios, produzido pela FisTV, é apresentado pelo Zootecnista Fábio Sussel.

Neste episódio da primeira temporada Fábio Sussel vai falar sobre aquicultura e pesca comercial. As principais diferenças, perspectivas e a importância econômica de cada uma dessas atividades. Assista e aprenda mais sobre esse universo.

Assista aqui.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Vírus da Mancha Branca atinge criações de camarão do Nordeste - Reportagem Globo Rural



Doença devastadora na criação de camarões chegou ao Nordeste há alguns anos. Síndrome não tem cura, mas é possível conviver com ela.


O vírus que causa a doença se espalha com grande facilidade, dizem os especialistas da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza. Há dezenas de animais transmissores, como siris e caranguejos, que não adoecem. Detalhe importante: o consumo de camarões, mesmo infectados, é seguro.

O "Globo Rural" foi ver a situação no campo. Começamos por Paraipaba, a quase 100km a oeste de Fortaleza. Viemos ao encontro do seu Cristiano. Um dos maiores produtores do Brasil, Cristiano Maia, conta que a chegada da mancha branca foi arrasadora.

Em Touros, no Rio Grande do Norte, este laboratório produz larvas de camarão. São selecionados animais que mostram resistência nos viveiros. A ideia é melhorar as matrizes. Os camarões maiores, de até 50 gramas, são mantidos em ambiente ideal para a reprodução, à meia-luz.

O município de Jaguaruana, região do baixo Rio Jaguaribe, é um polo importante na produção de camarões, no Ceará. O mar está a mais de 50 km de distância em linha reta. Aqui se produz em água doce, ou salobra, onde a mancha branca também chegou. E chegou pra valer: derrubou a produção em até 90%. Os grandes e os pequenos produtores, que na verdade são a maioria em propriedadede trabalho familiar, têm buscado alternativas para conseguir se manter no negócio e não sair da atividade.

A tempestade que chegou ao litoral do Nordeste no ano passado não trouxe ventanias, raios, trovões. Ela veio silenciosa e mortal. A mancha branca é a doença mais devastadora do cultivo de camarões no mundo. Em um dia acaba com o viveiro todo.

A doença que em poucos meses, a partir de maio do ano passado, quase arrasou as criações do Ceará demorou mais de vinte anos pra chegar até aqui. E viajou muito milhares de quilômetros desde o outro lado do mundo, no extremo oriente. Ainda há dúvidas sobre como a mancha branca acabou se espalhando. Existem algumas hipóteses, como o próprio comércio internacional de camarões, esse produto tão procurado e os ciclos migratórios de certas aves, que coincidem com avanços da doença. Ela também pode ter viajado na água do mar usada como lastro, dentro de navios.

O caminho até aqui, desde a descoberta da doença, no início da década de 90, é conhecido: da China e do Japão, ela cruzou o Pacífico até os Estados Unidos. Desceu pela América Central e atingiu o Equador, pais que é grande produtor. Ela começou a ser registrada no Brasil em 2004, a partir de Santa Catarina e foi subindo rumo ao Nordeste. Em 2014, chegou ao Rio Grande do Norte. Em 2016, ao Ceará.

Consumo de camarões infectados é seguro

"Esse vírus não causa nenhum problema para a saúde humana, é exclusivo de invertebrados e causa doença somente no camarão", diz Rubens Galdino Feijó, engenheiro de pesca e pesquisador da UFC.

O vírus ataca e destrói células de órgãos do sistemas digestivo e respiratório dos camarões, debilita os animais e abre caminho para outras infecções por bactérias que levam à morte. Não existe cura nem vacina possível. O sistema imunológico do camarão é diferente do nosso. O que se busca é o controle.

No campo, mancha [branca] é arrasadora

"Uma tristeza. Eu ficava aqui na fazenda vendo morrer tudo em dois dias. No primeiro dia eu perdi 100 mil quilos. E no segundo dia mais de 50 mil quilos", conta ele.

Há menos de um ano, cada um dos tanques que tem de 3 e meio a quatro hectares, produzia, a cada 90 dias, 10 toneladas de camarão. Hoje, são apenas duas toneladas. E isso porque foi aplicada a primeira técnica que se encontrou para tentar conviver com a doença e a diminuição da densidade da criação. Com mais espaço e menos competição, os camarões têm mais condições de sobreviver. E têm sobrevivido, mesmo com a presença inevitável do vírus.

Mas a produção, bem menor, acabou com o lucro.  Mesmo com os preços tendo triplicado por causa da falta de oferta no mercado. Além de melhorias na água, no solo, na ração, a grande aposta para voltar aos bons tempos é na genética.

Estudo genético pode ser solução

O estudo é em nível molecular, de DNA. E envolve profissionais brasileiros e de países por onde a mancha já passou.  "O problema é que o animal não manifesta a doença, mas tem o vírus. Então essas técnicas moleculares são utilizadas pra que nós consigamos detectar o vírus sem necessariamente o animal ter manifestado a doença", diz o biólogo Daniel lanza.

Se o vírus é detectado, o animal não serve como reprodutor. Aqueles livres de vírus vão gerar novas gerações de larvas, menos suscetíveis a ele.

Técnica de recria auxilia produção

Seu Wellington e a filha dele, Lara, que se formou técnica de aquicultura para ajudar o pai, começaram a criação há quatro anos. E estava indo tudo muito bem. O susto foi grande, já que a mancha branca fez a produção cair de 5 para 1 tonelada.

Eles construiram uma raceway, ou uma recria construção para os camarões crescerem um pouco mais. "Isso vai fazer o camarão, as larvas ficarem mais resistentes. Crescem mais rápido. E no final consegue uma produção com menos dias. Consegue mais cultivos por ano", explica a técnica Lara Rebouças.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural/noticia/2017/05/mancha-branca-ja-dizimou-viveiros-de-camarao-do-ceara-e-do-rn.html

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Download do Manual Técnico de Ranicultura


Os ranicultores e profissionais de assistência técnica e extensão rural (ATER) relacionados com a criação de rãs ganham uma publicação com o estado da arte da atividade. O Manual Técnico de Ranicultura foi lançado pela Embrapa, Instituto de Pesca de São Paulo e Universidade Federal do Paraná, um produto do "Construção de uma rede de interação e aprendizagem para a transferência de tecnologia na cadeia ranícola brasileira". Elaborada por André Yves Cribb, André Muniz Afonso e Cláudia Maris Ferreira, a publicação vem suprir um dos gargalos mais graves da cadeia produtiva ranícola, a lacuna de informações técnicas consistentes oriundas de fontes idôneas.
O projeto visa repassar tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da cadeia produtiva e formar agentes multiplicadores de informação que por sua vez irão capacitar produtores rurais e outros profissionais da área.
O Dr. André Yves Cribb, líder do projeto, informa que o Manual Técnico de Ranicultura conta com seis capítulos que abordam temas importantes na atividade: Breve Histórico da Ranicultura no Brasil; Biologia da Rã-touro Americana; Noções de Qualidade da Água para a Criação de Rãs; Instalações e Manejo Zootécnico; Abate, Comercialização e Noções de Mercado dos Produtos e Subprodutos da Rã; Projetos de Ranicultura.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

SISU - Engenharia de Aquicultura IFCE


Atenção egressos do ensino médio que buscam uma graduação na área de aquicultura, estão abertas as inscrições para o SISU.

Quem quer fazer uma graduação na área de aquicultura pode optar por engenharia de aquicultura, ofertado pelo IFCE nos campi Morada Nova e Aracati. O curso de Engenharia de Pesca, oferecido pela Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza foi um dos primeiros cursos do Brasil a formar profissionais especializados em aquicultura. O curso de engenharia de pesca também pode ser cursado na UFPI, em Parnaíba e na UFERSA, em Mossoró-RN.

Outra opção é o curso de Zootecnia, que pode ser feito também na UFC, em vários campi do IFCE em na Universidade Estadual do Vale do Acaraú, em Sobral.

Um outro enfoque da aquicultura pode ser dado por quem cursa Medicina Veterinária (Universidade Estadual do Ceará-UECE, e faculdades particulares), Agronomia (UFC-Fortaleza, IFCE-Limoeiro do Norte, UNILAB-Redenção, Universidade Federal do Cariri), Biologia (bacharelado, UFC), Oceanografia e Ciências Ambientais (LABOMAR-UFC).

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

CLIMA Funceme prevê maior probabilidade de chuvas acima da média no Ceará em 2018 - Reportagem Jornal O Povo

Informações foram divulgadas em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 22


A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgou, na manhã desta segunda-feira, 22, o prognóstico para a quadra chuvosa de 2018. A maior probabilidade é que o Ceará tenha chuvas dentro da normalidade para o centro-sul do Estado e acima da média no norte.

A probabilidade prevista pela Funceme é de 40% de chuvas acima da média histórica, 35% na média e 25% abaixo. Os 155 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) têm hoje 6,8% da capacidade máxima.

"O cenário hoje está melhor que o do ano passado", afirmou presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins. Segundo ele, as chuvas em dezembro do ano passado haviam sido 38% abaixo da média. Na coletiva, o governador do Estado, Camilo Santana, expressou otimismo com cenário previsto. "Era uma preocupação que o Estado tinha até a Funceme definir seu prognóstico. Vamos continuar cada vez mais firmes trabalhando".
HELOISA VASCONCELOS